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O que é enxaqueca? Causas, sintomas e tratamento!

A enxaqueca é um problema que afeta milhões de brasileiros diariamente e, muitos deles, passam anos para descobrir a causa deste problema e o tratamento mais eficaz para reduzir os sintomas ou eliminar os incômodos.

Muito além de uma simples dor de cabeça, esse é um problema que pode acabar afetando a rotina e o bem-estar de quem a tem, exigindo tratamentos contínuos. No conteúdo de hoje vamos explicar o que é enxaqueca, quais são os seus sintomas, suas causas e os possíveis tratamentos mais comuns recomendados por médicos.

Esse conteúdo é apenas um guia para você entender melhor sobre a enxaqueca e não substitui uma consulta a um profissional da saúde neurológica. Boa leitura!

O que é enxaqueca?

A enxaqueca é uma dor que se localiza na cabeça e acompanha outros sintomas como a sensibilidade na pele, asco a cheiros muito fortes e de alimentos, náuseas e vômitos. Essa dor pode acontecer em apenas um lado da cabeça como afetar os dois e diferente da dor de cabeça normal, pode ocorrer com frequência, sendo diagnosticado como uma doença crônica ou genética que pede um tratamento contínuo e a longo prazo.

Os sintomas são semelhantes em todas as pessoas, podendo variar entre intervalo entre uma crise e outra, assim como tempo de duração. Não há uma idade mínima ou máxima para se ter as primeiras crises, assim como pode afetar ambos os sexos.

Onde se localiza a dor da enxaqueca?

A dor da enxaqueca se localiza inicialmente em apenas um lado da cabeça e com o avanço da crise ela pode se estender para os dois lados. A sensação inicial é uma dor latejante em uma das têmporas que pode já acompanhar outros sintomas, como a sensibilidade a cheiros, sons e luzes, enjoos e irritabilidade.

Quais são os tipos de enxaqueca?

A enxaqueca possui diversos tipos, com sintomas diferentes em cada uma. Conheça cada tipo e descubra qual pode ser o seu:

  1. Enxaqueca com aura: dor de cabeça com sintomas que antecedem a crise como: manchas na visão, pontos cegos, fraqueza, confusão, tontura;
  2. Enxaqueca sem aura: dor de cabeça sem sintomas que antecedem a crise, essa é a mais comum na maioria das pessoas;
  3. Enxaqueca retiniana: provoca a perda da visão temporária em apenas um dos olhos durante as crises;
  4. Enxaqueca hemiplégica: sensibilidade extrema, fraqueza e sensação de estar sendo alfinetado durante as crises;
  5. Enxaqueca crônica: enxaquecas que afetam a pessoa por pelo menos 15 dias no mês, com dores diárias;
  6. Enxaqueca sem dor: esse tipo não causa dores de cabeça intensas, mas podem ocorrer outros sintomas, como os da enxaqueca aura.

Em todos os tipos, é de extrema necessidade que você procure um médico neurologista para tratar adequadamente do problema, evitando que seus sintomas sejam piorados ao longo de cada crise.

Enxaqueca: sintomas comuns e raros

Os sintomas da enxaqueca são semelhantes em todas as pessoas que sofrem com essa patologia, podendo aparecer juntos ou não em uma crise. Há sintomas que são mais comuns de ocorrer e alguns que são raros, mas que também podem surgir durante uma crise. Conheça eles:

Sintomas comuns de enxaqueca

Os sintomas mais comuns podem aparecer desde o início do aparecimento das dores intensas, como podem se acentuar durante a crise, são eles:

  • Sensibilidade à luz natural e artificial;
  • Sensibilidade a movimentos de veículos
  • Asco a cheiros;
  • Aversão a barulhos;
  • Visão turva;
  • Sensibilidade na pele;
  • Tontura;
  • Náuseas;
  • Enjoo.

Esses sintomas muitas vezes podem ser rapidamente aliviados com o uso de medicamentos para enxaqueca, mas também exigem que o paciente fique em repouso, evitando que eles se tornem mais intensos.

Sintomas raros de enxaqueca

Para alguns tipos de enxaquecas ou com a intensidade dos sintomas comuns outros sintomas podem aparecer, estes são os mais raros:

  • Perda parcial da visão;
  • Dormência e formigamento nas extremidades do corpo;
  • Dificuldade e confusão na formulação de frases;
  • Perda de coordenação motora;
  • Confusão mental.

Ao ter alguns desses sintomas é ideal que o paciente seja encaminhado para um atendimento emergencial, já que os medicamentos orais para enxaqueca podem não surtir efeito.

O que leva uma pessoa a ter enxaqueca?

As causas da enxaqueca são patológicas, ou seja, surgem por anormalidades no sistema nervoso central (córtex e tronco cerebral), essas anormalidades podem ser tanto genéticas como podem ser desenvolvidas e se tornarem crônicas ao longo da vida.

Além das causas físicas, a imunidade baixa, o ambiente e a rotina da pessoa com enxaqueca podem influenciar na quantidade de crises, intensidade e até mesmo na frequência. Veja outros fatores que podem estimular:

  • Tensão e estresse constante;
  • Síndrome de burnout;
  • Ansiedade;
  • Perfumes pungentes;
  • Jejum por longas horas;
  • Noites mal dormidas;
  • Alteração no ciclo hormonal e TPM;
  • Irritabilidade;
  • Sedentarismo;
  • Excesso de alimentos industrializados;
  • Uso excessivo de analgésicos;
  • Excesso de cafeína;
  • Tabagismo.

Ter uma rotina saudável e equilibrada reduz o aparecimento desse problema, assim como seus sintomas. Avalie quais dos fatores externos podem estar prejudicando a sua saúde e estimulando a frequência das crises.

O que é bom para aliviar a enxaqueca?

Os tratamentos para enxaqueca podem intercalar cuidados caseiros, acompanhamento médico e tratamento com medicamentos. Para aliviá-la durante as crises e reduzir o aparecimento delas você pode:

  • Descansar e ter boas horas de sono;
  • Realizar terapia de intervenções comportamentais;
  • Praticar ioga ou técnicas de relaxamento;
  • Ter uma alimentação equilibrada;
  • Beber mais água, especialmente no verão;
  • Evitar se deitar durante as crises;
  • Colocar gelo no lado da cabeça mais dolorido;
  • Evitar som alto e conversas durante as crises.

Cuidar da saúde faz toda a diferença e até mesmo auxilia no sucesso do tratamento médico.

Leia também: Você tem boa saúde? Veja se cumpre esses 6 requisitos

Qual é o tratamento para enxaqueca?

Os tratamentos para enxaqueca não visam acabar com ela durante as crises, mas são opções preventivas. O aparecimento das crises com frequência pode se tornar incapacitante, deste modo, se faz necessário a ingestão de medicamentos de uso contínuo, como os betabloqueadores (propanolol), anticonvulsivantes (topiramato, divalproex, amitriptilina) e anticorpos monoclonais em casos de ineficácia de outras medicações.

Mulher tomando remédio para enxaqueca

A automedicação com analgésicos, como nimesulida, paracetamol e aspirina, nunca é recomendada, pois pode acabar por acentuar os sintomas e reduzir os intervalos entre uma crise e outra, portanto, procure um médico neurologista e realize o tratamento prescrito por ele.

Esse problema muitas vezes pode não ter cura, mas com o tratamento correto seus sintomas podem ser reduzidos e ele pode se tornar inexistente, permitindo que a pessoa que antes sofria com crises, possa viver uma vida normal e saudável.

Agora que você já sabe o que é a enxaqueca, seus tipos, sintomas, causas e tratamentos, pode compartilhar os conhecimentos adquiridos e ajudar muitas pessoas a terem uma vida mais feliz e saudável!

Gostou deste conteúdo? Aqui no blog da App Pharma sempre priorizamos trazer assuntos que irão ajudar você a cuidar da sua saúde!

Aproveite e continue a sua leitura em nosso texto sobre o que é sinusite, suas causas e sintomas.

Referências bibliográficas:

SACKS, Oliver. Enxaqueca. Editora Companhia das Letras, 2015.

MARTINS, Isabel Pavão. Enxaqueca. Acta Médica Portuguesa, v. 22, n. 5, p. 589-98, 2009.

VINCENT, Maurice B. Fisiopatologia da enxaqueca. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 56, p. 841-851, 1998.

MACHADO, Jorge; BARROS, José; PALMEIRA, Manuela. Enxaqueca: fisiopatogenia, clínica e tratamento. Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, v. 22, n. 4, p. 461-70, 2006.Parágrafo Novo

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